sábado, 30 de abril de 2011

Workshop “Comunidade, Autarquias e Saúde”

cas
Comunidade, Autarquias e Saúde (CAS 2011) foi um workshop que decorreu no âmbito do Plano Nacional de Saúde (PNS) 2011-2016 e na continuidade do Projecto Capacitação e Promoção da Saúde (PROCAPS), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, em colaboração com a Escola Nacional de Saúde Pública. O seu grande objectivo foi criar um espaço onde fosse possível promover o debate acerca da acção intersectorial e da articulação da saúde, autarquias e comunidades locais, para a concretização de instrumentos de apoio à promoção da saúde.
 
Além de palestrantes nacionais, estiveram presentes conferencistas internacionais que abordaram temas como a redução das desigualdades em saúde, a sustentabilidade das estratégias de promoção da saúde e a capacidade local para a obtenção de ganhos em saúde.
A manhã do dia 28 foi a meu ver bastante rica, e por isso gostaria de partilhar alguns aspectos debatidos durante as comunicações que prenderam a minha atenção e despertaram particularmente o meu interesse.
 
Actualmente estamos a viver novos problemas e desafios, com impacto na saúde, relacionados com vários factores, segundo a Dr.ª Maria da Luz Rosinha da Associação Nacional de Municípios Portugueses:  
    Dr. Maria Luz Rosinha
  • Ainda que a saúde seja um direito constitucionalmente consagrado e uma responsabilidade do Estado, continuam-se a verificar fortes estrangulamentos no acesso à saúde; existe uma evidente diminuição da oferta dos serviços de saúde junto das populações; 
  • Insuficiente oferta dos cuidados de saúde primários;
  • Existe uma lógica de serviço sem rede;
  • Os municípios estão limitados nas suas acções.
 Para além dos pontos atrás referidos, evidenciou que é necessário melhorar a gestão dos nossos recursos, não podendo esta gestão fixar-se apenas na redução de custos, pois desta forma colocaremos em risco acesso e qualidade dos serviços!

 
Dr. Mª Ceu MachadoA Dr.ª Maria do Céu Machado- Alta Comissária da Saúde- chamou a nossa atenção para o facto de continuarmos a direccionar a nossa atenção para a cura, para os tratamentos, e ao fim ao cabo para os hospitais em detrimento dos cuidados de saúde primários ligados aos municípios. Reforçando a ideia de que deverá existir uma maior preocupação e articulação entre o Ministério da Saúde e os Municípios.
 
Existe uma obsessão pela patogénese em detrimento da salutogénese.
Dr.º Harry Burns
 
Na realidade se pararmos para pensar, a própria carta de Alma-Ata, à cerca de trinta e dois anos, já referia a importância dos cuidados de saúde primários.
 
“Os cuidados primários de saúde constituem a chave para que se atinja um nível de saúde que permita levar uma vida social e economicamente produtiva.”
(Carta de Alma-Ata)

 
Dr._Erio_Ziglio
Não poderei deixar de focar a intervenção do Dr.º Erio Ziglio OMS-Europa que partilhou os 5 problemas em saúde, que passarei a divulgar: 
  1. Aumento da iniquidade em saúde;
  2. Necessidades de investimentos mais equilibrados (continuamos mais focados no tratamento e no individuo do que na promoção da saúde e na população);
  3. Reforçar o papel dos sistemas de saúde;
  4. Consistência de acção em saúde em conjunto com os outros sectores (importante a consistência nos diferentes níveis de intervenção em saúde);
  5. Níveis de governança: cooperação (grupo de trabalho conjunto), a coordenação (ajuste de politicas sectoriais), políticas integradas (conjunto de novas políticas);
RowingRace4Penso que de uma forma geral a mensagem principal consistiu em focar a importância e o dever de todos os sistemas intervenientes caminharem no mesmo sentido e em paralelo. Ser especialista numa determinada área é importante, mas para além disso temos que conseguir pensar intersectorialmente, promover o trabalho intersectorial, criar incentivos, considerando que o nível local detém uma grande responsabilidade.
 
 
IMGP00065 Lições em saúde por Dr.º Erio Ziglio:
  1. Maior capacidade (nacional/local), ou seja, aumentar o know-how dos profissionais;
  2. Gerir sistemas de uma forma integrada e não apenas promover intervenções isoladas;
  3. Diminuir factores de risco, diminuir as condições de rico e maximizar “assets”;
  4. Reposicionar a saúde em termos de desenvolvimento no nível local;
  5. Maximizar os recursos da comunidade local.
Devo realçar que o Dr. Erio Ziglio (OMS), trouxe-nos uma mensagem que a meu ver é bastante pertinente e importante, isto porque fez questão de deixar bem explícito que na grande maioria das vezes vivemos focados nos problemas, ou seja, naquilo que não temos, ao invés de nos focarmos nas nossas capacidades.
 
Dr. Harry_BurnsDa mesma forma, o Dr.º Harry Burns, Director Geral da Saúde da Escócia, evidenciou que somos detentores de uma abordagem baseada em défices de saúde, focada nos problemas e no desenvolvimento de serviços para colmatar estes problemas. Mostrou que de facto uma abordagem com base nos “assets” (assets approach), tem revelado um grande potencial, pois verifica-se que quando nos focamos nos bens da comunidade, em vez de nos focarmos naquilo que elas não têm, ou seja, nas suas necessidades a capacidade dessa comunidade para lidar com essas necessidades é significativamente maior. 
 
Confesso que desconhecia esta abordagem e  parece-me inclusivé bastante difícil a sua tradução, ainda que seja fácil de perceber, torna-se difícil de explicar! Assets representa um “activo” de saúde, é qualquer factor ou recurso que aumenta a capacidade dos indivíduos, comunidades e populações a manter e sustentar a saúde e o bem-estar. Estes “activos” podem operar ao nível do indivíduo, da família ou da comunidade como factores de protecção e promoção que capacitam os indivíduos a lidar com os stressores a que são expostos ao longo da sua vida.
 
Por este motivo, o Dr.º Harry Burns defende que esta visão torna a intervenção local mais eficiente, uma vez que está mais próxima da comunidade. Este foi outro aspecto importante que foi discutido, o de conseguirmos ir ao encontro da população e perceber na realidade as suas necessidades, sendo que não conseguiremos ir ao encontro da população se não trabalharmos com a mesma em proximidade.
 
trabalho-de-equipe1A tónica encontra-se pois na redução das desigualdades em saúde através de uma abordagem transversal. Estamos realmente perante um sistema complexo, onde ninguém tem a resposta correcta, as pessoas têm informação, têm conhecimento e por isso, têm a chave para produzir melhores ideias. Contudo, muitas vezes perdemos tempo a tentar provar que a nossa ideia é melhor que a do outro, sem conseguirmos perceber que em conjunto somos capazes de produzir melhores ideias. É por isso necessário combater lógicas corporativistas e descentralizar o poder, pois sistemas de condução centralizada não são eficazes, uma vez que o poder de decisão fica longe das populações.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Segurança Alimentar em Feiras e Eventos Temporários

Feira_Durante a semana que passou, surgiu um desafio para mim muito aliciante e apetitoso! A essência deste desafio fixou-se em estimular e promover uma política de segurança alimentar em feiras/eventos temporários onde são comercializados géneros alimentícios.
As feiras são comuns em todo o mundo, tendo sido desenvolvidas com o objectivo de permitir ao produtor rural oferecer ao consumidor os produtos da sua actividade. Na maioria das vezes, as feiras realizam-se em praças, vias públicas e recintos para eventos, tornando-se por isso num ponto activo de intercâmbio comercial.
 
Logicamente que este tipo de comércio, pelas características que lhe são inerentes, pode acarretar riscos à saúde da população, já que os produtos comercializados podem ser facilmente contaminados por microrganismos patogénicos. Destes riscos destacam-se as condições pouco adequadas do local onde são preparados os alimentos e também a falta de conhecimento de boas práticas de higiene e fabrico. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os problemas de saúde pública mais comummente encontrados neste tipo de comércio são:
final- Inadequadas infra-estruturas e serviços básicos, como o abastecimento de água potável  e o a cesso a instalações sanitárias próprias;
- Desconhecimento das medidas  básicas de segurança e higiene alimentar.

Por outro lado, dados da OMS revelaram que 26% das causas de contaminação dos alimentos estão relacionadas com os manipuladores, sendo identificada ummania relação directa entre as inadequadas praticas de higiene pessoal e a ocorrência de doenças de origem alimentar. (Good Worker Health and Hygiene Practices, 2007
Posto tudo isto e partindo do princípio que as infra-estruturas podem muitas vezes não corresponder ao ideal em termos de segurança alimentar, o nosso grande objectivo é acompanhar in loco a instalação destes comerciantes, ou seja, avaliar as condições higio-sanitárias dos espaços antes do evento iniciar e posteriormente, durante a laboração.
Além dos cuidados de higiene dos alimentos, dos utensílios e equipamentos, é igualmente importante focar a importância da higiene do espaço onde são preparados e distribuídos os géneros alimentícios, pois o resultado final do produto irá depender da integridade e segurança desta cadeia. Apesar de sabermos à partida que nem sempre é possível ter um local perfeito para prestar estes “serviços-móveis”, tal situação não deve ser motivo para baixar os braços, pois acreditamos que as adaptações são possíveis, e que estas podem melhorar a organização dos espaços ao ponto destes permitirem o desenvolvimento de um excelente trabalho, sem riscos para o produto.

food-safety Deste modo, criámos um Guia de Boas Práticas de Higiene e Segurança Alimentar para este tipo de eventos, o qual será entregue a cada operador, no momento da vistoria. No decorrer da mesma, pretende-se fazer uma breve exposição do guia de acordo com as não conformidades encontradas. A realização destas vistorias, tem como objectivo optimizar a performance de cada estabelecimento, analisando cada caso particularmente. Encontramo-nos de facto mais focados no âmbito educativo e não na vertente fiscalizadora, pois defendemos que uma das melhores formas para assegurar a qualidade e segurança alimentar são a formação e a prática dos manipuladores e não a penalização.

Devido ao reduzido tempo do evento, pretende-se no terreno, evitar situações de risco e garantir que as condições de higiene e segurança alimentar sejam alcançadas com distinção por todos, mesmo considerando os aspectos mais difíceis de alterar, tentaremos arranjar soluções exequíveis!

E porque valorizamos o conhecimento de todos os profissionais desta área e o seu empenho, é nosso intento premiar aqueles que com responsabilidade e esforço mantiveram e respeitaram, desde o início, todos os requisitos com mérito.

Neste momento, encontramo-nos a desenvolver e a planear meticulosamente a nossa intervenção, sendo pertinente focar que esta é uma iniciativa que será desenvolvida pela Unidade de Saúde Pública em parceria com a Câmara Municipal e implementada por quatro alunos estagiários de I Curso de Saúde Ambiental de Beja!

Aquando da realização deste projecto, divulgarei as peripécias e a avaliação desta intervenção. Por motivos de confidencialidade, não serão identificados os locais e o evento a que se refere esta intervenção.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Primeiros Socorros e Segurança Infantil

A Escola, ao constituir-se como um espaço seguro e saudável, está a facilitar a adopção de comportamentos mais saudáveis, encontrando-se por isso numa posição ideal para promover e manter a saúde da comunidade educativa e da comunidade envolvente.

Segundo o Relatório de Avaliação Sobre Segurança Infantil (2009), as lesões e os traumatismos são a primeira causa de morte das crianças entre os 0 e os 19 anos em Portugal. Em 2005, 276 crianças e adolescentes desta faixa etária morreram devido a esta causa. Este relatório, elaborado no âmbito do Projecto Child Safety Action Plan, determinou como ponto de partida o estabelecimento de metas para a redução das mortes e incapacidades resultantes de lesões em crianças e adolescentes em Portugal. Simultâneamente foi reconhecida a necessidade de incrementar o desenvolvimento de competências, em termos de especialização técnica em prevenção, de profissionais que directa ou indirectamente lidam com crianças.

Actualmente verifica-se que a grande maioria do pessoal docente e não docente, não está preparado para lidar com este tipo de ocorrências, desconhecendo muitas vezes como prestar devidamente os primeiros socorros.

Saber como agir perante quedas com traumatismos, controlar hemorragias e conservar um dente para que possa vir a ser implantado, são situações comuns nos estabelecimentos de ensino com as quais todos os envolvidos deverão saber lidar. É deveras importante que professores e assistentes operacionais estejam preparados para prestar primeiros socorros na escola.

Identificada esta necessidade e por forma a alterar esta realidade a unidade de saúde publica decidiu planear e organizar uma acção de formação sobre primeiros socorros na escola. O nosso grande objectivo será preparar tecnicamente pessoal docente e não docente para o atendimento imediato e eficaz de uma criança acidentada na escola ou vítima de doença súbita, através da aquisição de conhecimentos na área de primeiros socorros.

Não desvalorizando a importância de adquirir uma cultura de segurança que perdure por toda a vida, devemos também estar sensibilizados para agir e evitar as consequências, por vezes graves e definidas dos acidentes.
Penso que, ainda que muitas acções tenham vindo a ser desenvolvidas ao nível da saúde escolar, parece-me que existe ainda muito trabalho a desenvolver no sentido de habilitar a comunidade educativa para agir em prol da segurança, higiene e saúde na escola!

Ao longo do meu percurso, ainda que muito bebé, e com a ajuda dos profissionais que tenho vindo a acompanhar, tenho-me apercebido que só é dada atenção devida à saúde quando esta é lesada, e por isso é frequente encontrar-se nas escolas, entre outros aspectos:
  •   Caixas de primeiros socorros deficientemente equipadas, muitas vezes em locais de difícil acesso.
  •  A existência de plano de emergência, mas o desconhecimento do mesmo por parte da comunidade escolar.
  •  Inexistência de monitorização dos acidentes ocorridos na escola e no espaço periescolar.
Obviamente não descurarei as questões de segurança destes espaços, pois constituem factores de risco que comprometem frequentemente a saúde dos seus ocupantes, mas na verdade todas estas condições se interligam e coexistam, dando por isso espaço para mais uma reflexão que abordarei noutra publicação.

Dica:
O que deve conter uma caixa de primeiros socorros?

Clique na imagem para ampliar.
Para além do conteúdo aqui referido, será desejável a existência de manta térmica e de um saco térmico para gelo.

Documentos e sítios de Interesse:

sábado, 9 de abril de 2011

Prevenção de Quedas Domésticas com Idosos


Enquanto deambulava entre momentos e pensamentos, reflexões e introspecções dei comigo a congeminar sobre ética e a profissão de técnico de saúde ambiental. Provavelmente estes ainda serão os reflexos da unidade curricular que realizei no “intervalo” entre o primeiro e o segundo estágio que me encontro a efectuar. Desta unidade curricular houve uma ideia geral que me marcou, respectivamente, “colocarmo-nos no lugar do outro”. Tal ideia nem sempre é prioritária no nosso pensamento, pois é da nossa própria natureza zelar pelos nossos próprios interesses antes dos interesses dos outros. Contudo, ainda que não sendo algo inato, penso que é treinável e considero que este tipo de exercício pode representar uma mais valia no pensamento de um profissional de saúde ambiental, uma vez que é nossa função; zelar pelo bem-estar geral, olhar pelos outros no sentido de garantir que as condições de higiene, segurança e saúde sejam asseguradas ao maior número. Esta ginástica mental que o pensamento ético nos permite desenvolver, admite de facto, que nos coloquemos no papel do outros, que recriemos situações e que sejamos mais eficazes a identificar e avaliar factores de risco. 

Toda esta reflexão surge após o trabalho que foi desenvolvido durante a segunda semana de estágio acerca de um tema que me é sensível: os idosos.
Neste âmbito, encontra-se a ser desenvolvido um plano de acção para a promoção da saúde de pessoas idosas sendo um dos seus eixos melhorar as condições da habitação para prevenir acidentes e quedas nos idosos. Este plano surgiu após se ter identificado, através de um estudo diagnóstico, que 58% dos idosos é afectado por quedas dentro da habitação.
Os nossos contributos realizaram-se no âmbito do desenvolvimento de uma check-list que pretendia avaliar as condições de habitação dos idosos, respectivamente, identificar factores de quedas e acidentes na habitação. Durante o seu desenvolvimento, percebi que muitas vezes podemos incorrer no erro de não nos conseguirmos colocar na realidade de cada situação e por sua vez não conseguimos avaliar realmente aquilo que pretendemos. 
  
No decorrer desta semana realizamos também uma vistoria a um lar de idosos que me permitiu apurar algumas questões sobre o assunto, as quais passarei a partilhar mais à frente.

O envelhecimento da população portuguesa tem vindo a acentuar-se e coloca à sociedade em geral, desafios para os quais não estamos preparados. É hoje um desafio envelhecer com saúde, autonomia e independência, sendo por isso fundamental “reduzir as incapacidades, numa atitude de recuperação global precoce e adequada às necessidades individuais e familiares, envolvendo a comunidade, numa responsabilidade partilhada, potenciadora dos recursos existentes e dinamizadora de acções cada vez mais próximas dos cidadãos.

O processo de envelhecimento é caracterizado por alterações “normais” que tornam os indivíduos mais susceptíveis a agentes ou situações específicas na habitação. Os idosos têm exigências de saúde mais críticas comparativamente a outros grupos populacionais, sendo inclusivé conhecida a sua susceptibilidade a acidentes domésticos, particularmente quedas.

Paralelamente a este quadro a solidão, depressão e mau estar social são sentimentos que muitas vezes invadem sem licença as suas vidas. É por isso de importância extrema que os idosos não estejam isolados do resto da comunidade. Contudo, tem-se verificado que a existência de barreiras arquitectónicas diminuem a capacidade individual do idoso e conduzem a esta realidade, afectando as suas atitudes, auto-estima, auto-interesse, etc. Mesmo assim, considero que ao favorecermos a permanência do idoso na sua própria habitação pelo maior tempo possível, mantendo-o na sua zona de conforto, consegue-se estreitar a ligação com a sua história sendo desta forma mais fácil promover a sua autonomia.

Como já se percebeu, o espaço físico pode agir positiva ou negativamente sobre o individuo. Ao mesmo tempo que o espaço pode incentivar e proteger, pode por outro lado constituir um risco e deprimir os indivíduos que nele permanecem, facilitando a emergência de certas doenças, sejam elas físicas ou mentais.

Dentro desta linha de pensamento, penso que possa ocorrer uma inversão da realidade por parte do próprio indivíduo se considerarmos a existência de duas perspectivas distintas: o idoso não adaptado ao ambiente ou o ambiente não adaptado ao idoso. A inversão a que me refiro prende-se com o facto de que, uma vez o ambiente não adaptado ao idoso pode levá-lo a assumir-se como um problema!

O ambiente físico pode assim representar um factor de risco para a saúde uma vez desadaptado às suas dificuldades e necessidades, influindo directamente na sua independência e por sua vez nas suas actividades diárias. Claro está que uma organização e planeamento adequado do espaço físico proporcionará ao idoso uma maior autonomia e segurança dentro do seu lar.

Será então aqui que devemos intervir, pois o envelhecimento não é um problema, mas uma parte natural do ciclo de vida, devendo ele ser encarado como uma oportunidade para viver de forma saudável e autónoma, o maior tempo possível!

Outro aspecto que gostaria de focar, e agora referindo-me à realidade dos lares de idosos de uma forma geral, ficou para mim bastante presente que deverá ser na fase de projecto que todos estes aspectos deverão ser considerados, uma vez que depois disso as alterações são bastante mais dispendiosas e por vezes até impossíveis de realizar. Estes espaços não deverão ser encarados como espaços físicos apenas, mas antes como ambientes que devem poder ser personalizados, construídos e projectados considerando o bem-estar daqueles que o irão ocupar!

Partilho o folheto informativo: Prevenção de Quedas na Habitação.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dia Mundial da Saúde

Consulte o Folheto.

A cada ano, a Organização Mundial de Saúde selecciona um tema chave sobre saúde, com o intuito de encorajar as pessoas de todas as idades e origens à realização de eventos que destacam a significância de determinadas questões de saúde para o bem saúde e bem-estar. Este dia oferece uma oportunidade única para que as comunidades de todo o mundo se reúnam num dia direccionado para a promoção acções que visem melhorar a saúde de todos.

Conforme o estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o Dia Mundial da Saúde, é dedicado este ano ao tema "A resistência microbiana e sua disseminação global", uma tema bastante importante marcado pelos contornos da globalização, com uma incidência específica nesta área bem definida e motivo para profunda reflexão e empenhamento.

A resistência antimicrobiana não é um problema novo, mas aquele que está se tornando mais perigoso; esforços urgentes e consolidadas são necessários para evitar a regressão à era pré-antibiótica.

No Dia Mundial da Saúde 2011, a OMS lança um pacote de políticas de seis pontos como objectivo de combater a propagação da resistência antimicrobiana.