terça-feira, 4 de outubro de 2011

Higiene Industrial e Segurança no trabalho

trab[1]Ao longo do tempo, com o surgimento de uma maior preocupação relativa às condições de trabalho, e da necessidade de uma organização de trabalho mais eficiente, começou a ser necessário definir-se a base dos direitos e obrigações de todos os envolvidos, empregados e empregadores, a propósito da segurança, higiene e saúde do trabalho. 
Todos estes passos foram dados, no sentido de estabelecer as causas dos danos à sua saúde, reconhecer os seus determinantes, estimar riscos, dar a conhecer os modos de prevenção e promover saúde.
Segundo a OIT, têm-se demonstrado que uma cultura de segurança consistente é benéfica tanto para os trabalhadores como para os empregadores. Existem actualmente diversas técnicas de prevenção que surgem no sentido de assegurar a segurança, higiene e saúde dos trabalhadores. Estas técnicas têm revelado a sua eficácia quer no sentido de evitar os acidentes de trabalho e as doenças profissionais bem como para melhorar o desempenho das empresas. Actualmente, as rigorosas normas de segurança existentes, são resultado evidente de políticas a longo prazo que estimularam a negociação colectiva entre os sindicatos e os empregadores, assim como legislação de segurança e saúde eficaz apoiada numa inspecção do trabalho dotada dos meios necessários.
 
capaceteNa acção do controlo dos ricos podemos identificar várias dimensões que importa destrinçar:
Em primeira mão, e porque tenho reparado que em algumas situações esta tem sido uma dúvida assídua, passo a distinguir segurança do trabalho de higiene industrial.

 
- Segurança do trabalho envolve o conjunto de metodologias destinadas à prevenção de acidentes de trabalho, tendo como principal domínio de intervenção o reconhecimento e o controlo dos riscos de operação (por exemplo, maquinas desprotegidas ou pisos molhados).

 
- Higiene industrial centra-se no desenvolvimento de metodologias destinadas à prevenção das doenças profissionais, tendo como principal objectivo a prevenção e controlo dos riscos do ambiente (por exemplo, as atmosferas perigosas, o ruído, o calor, etc...)
  • ·  Abordagem técnica, diz respeito à conformidade dos locais, instalações, máquinas, equipamentos, matérias-primas, produtos e contaminantes ambientais. (domínio de intervenção da segurança do trabalho, da higiene industrial e da ergonomia).
  • Abordagem do trabalho, ocupa-se da organização do trabalho, da actividade do trabalho, da representação dos riscos e dos saberes informais dos trabalhadores. (domínio de intervenção da psicossociologia do trabalho e da ergonomia abordagem médica)
  • A abordagem médica, centra-se na monitorização e vigilância da saúde dos trabalhadores em relação ao seu ambiente profissional e na pesquisa das patologias nos locais de trabalho. (Medicina do Trabalho)
Apesar de ter dividido as três abordagens anteriores, é certo que as mesmas se complementam e interagem entre si, sendo este um dos motivos que confere complexidade à actividade de prevenção de riscos profissionais.
Uma vez que falamos numa actividade interdisciplinar, esta complexidade, envolve obviamente a necessidade da existência de um sistema de comunicação funcional que abra caminho ao processo de mudança comportamental, quer ao nível das organizações quer dos indivíduos que as integram. Este sistema fará sem dúvida parte da cultura de segurança.

 
Fonte: MIGUEL, A. S. (2007), Manual de Higiene e Segurança no Trabalho, Porto Editora.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Dia mundial da Saúde Ambiental, 2011

Comemora-se hoje, pela primeira vez em todo o mundo o Dia Mundial da Saúde Ambiental.

O Dia Mundial da Saúde Ambiental tem lugar no dia de hoje como resultado do 11º congresso, decorrido em Vancouver em Setembro de 2010, onde se decidiu que o dia 26 de Setembro de 2011, marcaria o primeiro Dia Mundial da Saúde Ambiental.
A marca  da Saúde Ambiental no calendário mundial, pretende ao fim ao cabo comemorar todo o trabalho que tem vindo ser desenvolvido no âmbito da saúde pública e da eficácia ambiental e ao fim ao cabo destacar o trabalho de todos os profissionais ligados à saúde ambiental que lutam diariamente para o bem estar das populações!
Apesar de não ter sido definido nenhum tema concreto para esta celebração, ficando a cargo de cada organização profissional promover um tema do seu trabalho que claramente beneficie a sociedade, destaco que está a decorrer o IFEH Council meeting and International Summit of Environmental Health Students em Bali na Indonésia, em celebração deste dia. Em Portugal, o Departamento de Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC) está a promover uma conferência, com a presença do Director Geral da Saúde, Dr. Francisco George e do Director Geral da Agência Portuguesa do Ambiente, Eng.º Mário Grácio, onde será feita uma apresentação sobre o Plano Nacional da Acção Ambiente e Saúde (PNAAS).
Aproveito ainda o momento para destacar outros eventos de grande interesse no âmbito da saúde ambiental:


Encontro Nacional de Saúde Ambiental 2011
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10 – 11 de Novembro de 2011 em Coimbra
4ª Conferência Europeia de Saúde Pública
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10 - 12 de Novembro de 2011
The Bella Centre – Copenhaga
XI Congresso Espanhol e II Congresso Ibero-Americano de Saúde Ambiental
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26 – 28 de Outubro de 2011
Bilbau, Espanha
 
12 º Congresso Mundial de Saúde Ambiental 
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"Novas Tecnologias, Ser Humano Saudável e Meio Ambiente"
22-27 Maio de 2012 - Vilnius, Lituânia

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Gerir o Serviço Nacional de Saúde em Tempos de Mudança


O Governo português prevê que as regras aplicáveis às taxas moderadoras da saúde sofram alterações a partir do mês de Setembro de 2011, sendo que o valor das mesmas irá variar de acordo com o rendimento de cada utente. O acordo entre o Governo e a troika já previa um aumento das taxas, mas para reduzir até 2013 as despesas do Serviço Nacional de Saúde em 550 milhões de euros, segundo as exigências da troika, o Governo não modificará apenas as taxas moderadoras como também a lista de isenções. 

Posto isto, uma questão imediata se coloca:

A saúde deve ser um direito de todos ou apenas daqueles que a podem pagar?

Na prestação de cuidados de saúde todos têm de ser iguais, não fazendo qualquer sentido perguntar primeiro às pessoas quais os seus rendimentos, sob pena de entrarmos num cenário de saúde para ricos e para pobres!

Margaret Chan, Directora Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), direcciona a nossa atenção, no Relatório Mundial de Saúde, para a procura de opções que melhorem a eficiência do SNS, ao invés de nos focarmos exclusivamente no corte das despesas. Margaret Chan defende que ninguém deve ser forçado à ruína para se tratar! Sendo apontado ainda, neste mesmo relatório, que o aumento das taxas moderadoras representa de longe o maior obstáculo ao progresso desta medida.

Por outro lado, António Arnaut, “pai” do SNS, reforça que a saúde é um direito fundamental consagrado na nossa Constituição como tendencialmente gratuito e não tendencialmente pago. Ele é, pois, um direito que radica na ideia de dignidade da pessoa humana. Neste sentido, se as alterações previstas forem implementadas, o acesso à saúde universal inscrito na Constituição da República irá ser desconsiderado.

Na realidade o financiamento do SNS não deverá ter por base o aumento das taxas moderadoras. É assim possível concluir-se que o modelo de gestão deve evoluir para melhor responder às necessidades actuais, onde muito provavelmente a sua eficiência passará muito em parte pela modificação interna e melhor gestão do SNS.

Apesar de todos os cortes previstos, o actual programa do Governo para a saúde pretende apostar na regulamentação e desenvolvimento do sector da saúde pública, com especial enfoque na actuação das Autoridades de Saúde e da aplicação de sistemas de vigilância epidemiológica. No meio de todo o panorama anteriormente referido, esta parece uma boa notícia e diria até que inteligente, pois na realidade ao abrirmos as portas à Saúde Pública estamos a permitir que esta tenha uma papel mais activo e uma expressão mais vincada. Será desta forma que a prevenção e promoção da saúde assumirá uma parte nuclear do Sistema Nacional de Saúde, onde a prevenção primária representará a medida menos custosa e ao mesmo tempo mais eficiente. Ao fim e ao cabo ao apostarmos no desenvolvimento de uma população mais saudável e mais responsável pela sua saúde estamos certamente a contribuir para a diminuição da morbilidade em Portugal e por sua vez para a diminuição da necessidade de consumo de cuidados de saúde.
 
*Artigo de opinião publicado na newsletter #3 da SPSA.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Prevenção de Acidentes com Pessoas Idosas

Quando pensamos em acidentes domésticos, a nossa preocupação é normalmente direccionada para as crianças, mas relembremos que os idosos também correm riscos dentro de casa. Quanto mais avançada for a idade, maior é a propensão para estar envolvido em acidentes deste tipo, uma vez que o processo de envelhecimento impõe algumas limitações de carácter físico.
 
Os acidentes são um grave problema de saúde pública, com impacto significativo na qualidade de vida das vítimas e nos encargos financeiros do SNS devido a cuidados de emergência, tratamentos e hospitalizações.
Francisco George - Director Geral da Saúde

Para intervir de forma integrada sobre os acidentes domésticos e de lazer, de trânsito e de trabalho, temos em curso o Programa Nacional de Prevenção de Acidentes, já anteriormente aqui abordado.

Neste contexto,  serão realizadas até 2016, diversas acções que apresentam como objectivo principal a capacitação da população e dos grupos de risco sobre segurança, cidadania e prevenção dos acidentes, formação dos profissionais de saúde, intervenção no ciclo do trauma e monitorização dos acidentes.

No âmbito da formação dos profissionais de saúde, a Direção-Geral da Saúde assinou um Protocolo com a Fundação MAPFRE que tem em curso um Projecto intitulado «Com Mais Cuidado» dirigido à prevenção dos acidentes domésticos com pessoas idosas.

O projecto é apoiado por um conjunto de materiais pedagógicos que vão ser disponibilizados aos profissionais de saúde ou Unidades de Saúde que pretendam desenvolver projectos nesta área a partir da formação e familiarização com os mesmos.

A primeira acção de formação, intitulada "Com Mais Cuidado: Prevenção de Acidentes e Envelhecimento Activo",  realizar-se-á no dia 18 de Outubro de 2011, é destinada a profissionais de saúde,  os quais se podem candidatar até dia 3 de Outubro, sem custos de inscrição.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Alimentação Segura e Saudável na Praia

OLYMPUS DIGITAL CAMERA         O verão é uma estação do ano onde as temperaturas permanecem elevadas e os dias são mais longos. Normalmente, o verão é uma altura do ano reservado às férias, deslocando por isso muita gente até às praias. Como nas férias consumimos mais refeições fora de casa, mais propriamente na praia, existem alguns cuidados que devem ser tomados em relação à alimentação por forma a serem evitados constrangimentos com a nossa saúde. 

Estes cuidados visam evitar intoxicações alimentares causadas pela presença de bactérias, como Staphylococcus aureus e Clostridium Perfringens, nos alimentos, que podem ocasionar sintomas como vómitos, diarreia, e até mesmo cólicas abdominais, cefaleia e febre. As causas mais comuns da contaminação alimentar são: o armazenamento inadequado e o contacto com utensílios, manipuladores e outros alimentos contaminados. Alguns alimentos são mais susceptíveis à contaminação, como as carnes, aves e pescados, leites e derivados e verduras, sendo que estas últimas normalmente apresentam contaminação pela inadequada higienização ou mesmo pela utilização de água contaminada na higienização. 

Algumas dicas:


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